Cabo Verde lança Exercício do Relatório Nacional Voluntário 2026 e reforça compromisso com a Agenda 2030 - Asset Display Page
Informações,Relatório Publicado em: 19-01-2026 12:09

O Governo de Cabo Verde lançou oficialmente, no dia 16 de janeiro, o Exercício do Relatório Nacional Voluntário (VNR) 2026, dando início ao processo de preparação do relatório que será apresentado no Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.
Este lançamento assinala a terceira participação do país no VNR, após as edições de 2018 e 2021, reafirmando o compromisso nacional com a implementação da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Durante a sessão, foram apresentadas a estrutura técnica do exercício, as equipas setoriais envolvidas e as diretrizes metodológicas que irão orientar a elaboração do relatório, sublinhando-se a importância de um processo participativo, inclusivo e assente em evidências.
No encerramento do evento, o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Correia, destacou que a credibilidade do VNR depende da existência de um plano de seguimento claro e operacional, sustentado por um mecanismo permanente de monitorização e avaliação. “O que verdadeiramente diferencia um VNR forte e credível é a existência de um plano de seguimento claro e operacional”, afirmou.
Na ocasião, o governante reiterou o compromisso do Governo com a boa governação, o reforço das políticas públicas e a mobilização de parcerias estratégicas para a concretização dos ODS.
Por sua vez, a Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Patricia Portela de Sousa, sublinhou que o VNR constitui “um compromisso político, institucional e profundamente humano”, destacando que o desenvolvimento só faz sentido se for inclusivo e centrado nas pessoas.
O VNR 2026 envolverá instituições públicas, setor privado, sociedade civil, academia e parceiros de desenvolvimento, incidindo sobre áreas estratégicas como o capital humano, a transição energética, a economia azul, a resiliência climática, a igualdade de género e o financiamento do desenvolvimento.